Capítulo 1 - Testando

   Ela é a menina mais dramática que já tive notícias! Coloca o som no máximo nos finais de tarde e fica em sua cama relembrando o que ainda não viveu. Se tortura todos os dias com amores que não lhe pertencem e chora ao som de melodias mais tristes ainda. Assiste à filmes que não são nem de longe parecidos com sua vida, mas se identifica. Tem um medo interminável de um dia se identificar, então cria histórias e personagens que lhe preparam para encarar a vida.
   Essa menina de olhos grandes é jovem, mas possui um espírito mais velho. Sua alma é paciente e calma, mas sua essência é um furacão descontrolado. Passa os dias criando histórias que nunca escreveu, mas que promete a si mesma que ainda escreverá. Sonha em investir nesse seu lado criativo, mas nunca leva à frente o que começa.
   Não se acha errada por começar agora, largar mais tarde e retomar depois. Faz as coisas assim e acha graça. Acho sua meiguice um problema terrível e insolúvel; meiguice que não serve de nada quando resolver explodir. Essa menina é um furacão ou uma bomba? Ela é os dois? Ela é mais, ela é paz, ela é um livro. Mas ainda não decidiu se é comédia, romance ou ficção. Essa menina é um drama que ninguém teve coragem ou paciência para ler.
   E então pela milésima vez em dezoito anos de existência, eu mais uma vez me perdi por meus pensamentos. Um turbilhão de perguntas sem respostas, que não me competem e que no fim das contas, não competem a ninguém. Já se perdeu nos pensamentos tentando entender até onde chegaremos? 
   As mesmas manifestações que me animaram há dois meses atrás, hoje me deprimem. Me deprimem pelo fato de as pessoas terem se acomodado ou pior; foram às ruas naquele mês lindo de Junho só por puro status. 
   O que me deprime é perceber que foi a minha geração quem participou das manifestações, mas não foi a que permaneceu. Sem generalizar, óbvio, mas me dá uma tristeza imensa ver que a manifestação "esfriou". Sei que vem coisa boa por aí, mas... Pensamentos me afogam o tempo inteiro. 
   De todas as perguntas nessa pseudo-crise-existencial, a que ainda não me desfiz foi: por que ir às ruas tirar fotos para postar nas redes sociais vale mais do que um dia inteiro de trabalho social? 
   A auto-promoção das pessoas é assustadora. Os brasileiros tem se inspirado cada vez mais no "mundo lá fora". Acho patriotismo bonito - sem ditadura, ame ou deixe-o -, mas é para quem sabe fazer direito, se é que me entende.
   E então pela milésima vez em dezoito anos de existência, eu mais uma vez me perdi por meus pensamentos. Um turbilhão de perguntas sem respostas, que não me competem e que no fim das contas, não competem a ninguém. Já se perdeu nos pensamentos tentando entender até onde chegaremos? 
   As mesmas manifestações que me animaram há dois meses atrás, hoje me deprimem. Me deprimem pelo fato de as pessoas terem se acomodado ou pior; foram às ruas naquele mês lindo de Junho só por puro status. 
   O que me deprime é perceber que foi a minha geração quem participou das manifestações, mas não foi a que permaneceu. Sem generalizar, óbvio, mas me dá uma tristeza imensa ver que a manifestação "esfriou". Sei que vem coisa boa por aí, mas... Pensamentos me afogam o tempo inteiro. 
   De todas as perguntas nessa pseudo-crise-existencial, a que ainda não me desfiz foi: por que ir às ruas tirar fotos para postar nas redes sociais vale mais do que um dia inteiro de trabalho social? 
   A auto-promoção das pessoas é assustadora. Os brasileiros tem se inspirado cada vez mais no "mundo lá fora". Acho patriotismo bonito - sem ditadura, ame ou deixe-o -, mas é para quem sabe fazer direito, se é que me entende.

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